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(FUVEST) Redija uma dissertação em prosa, relacionando os três textos a seguir.
texto 1 Na prova de redação dos vestibulares, talvez a verdadeira questão seja sempre a mesma: “Conseguirei?”. Cada candidato aplica-se às reflexões e às frases na difícil tarefa de falar de um tema A proposto, com a preocupação em B – “Conseguirei?” , para convencer um leitor X.
texto 2 Ao escrever “Lutar com palavras / é a luta mais vã / Entanto lutamos / mal rompe a manhã”, Carlos Drummond de Andrade já era um poeta maior da nossa língua.
texto 3
É difícil defender, só com palavras, a vida. (João Cabral de Melo Neto )
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As palavars como representantes das idéias do homem.
Sem as palavras, a nossa comunicação não seria nem a metade do que é. Não fossem elas, o ato de expressar-se seria muito limitado. No entanto, as palavras isoladas, como no modo em que aparecem num texto, também são insuficientes para comunicar cem por cento de uma idéia humana.
O processo de comunicação consiste em haver um emissor que transmite alguma mensagem para um receptor, através de um código e de um meio. O Código é um sistema de signos combinados entre si, de acordo com regras estipuladas, e que geram os significados que são decodificados pelo receptor. As palavras formam um código que conhecemos como gramática, ou ainda como língua portuguesa. Assim, as palavras não são nada mais que uma ferramenta criada pelo homem para comunicar-se.
A palavra “ruim” não é o ruim propriamente dito, mas ela traz o significado de ruim. A palavra “muito” quando colocada ao lado da palavra “ruim” traz o significado de intensidade. Mas se o escritor achar que “muito” e até “muitíssimo” seja ainda insuficiente para expressar o que sente, o vocabulário tende a ficar cada vez mais limitado. Consequentemente a comunicação limita-se também, diminuindo a precisão da idéia que se deseja transmitir.
O problema de intensidade é um dentre todas as dificuldades de comunicar algo usando apenas palavras. A escolha das palavras certas é um desafio para conseguir a melhor precisão possível, ao mesmo tempo que precisão demais torna o texto altamente descritivo e monótono. Além disso, a tonalidade e a mudança da língua com o passar do tempo também impõem fronteiras a esse processo de comunicação.
Transimitir as idéias humanas, racionais e emocionais, concretas e abstratas, por meio de palavaras, exige domínio desse código. Bom escritor é aquele que consegue agradar o leitor, ser expressivo e ser de acordo com as regras que regem um texto, porém nunca será um processo comunicativo tão preciso quanto seria caso houvesse recursos além do textual.
Tema que caiu na prova da Ufscar 2007: DO BULLYING AO MOBBING: COMO TRATAR COMPORTAMENTOS AGRESSIVOS ENTRE COLEGAS?
Clique aqui para ver a prova em PDF, ler a coletânea e saber o que é o bullying e o mobbing.
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Uma questão de equilíbrio social.
A cura e o entendimento do bullying e do mobbing está contido no equilíbrio social entre a rejeição e a aceitação que cai sobre um alguém. Um defeito e uma virtude, são tão importantes como como alguém que os perceba e exponha.
Supondo dois extremos, fica fácil de perceber a importância da coexistência de ambos. Caso existisse uma sociedade sem repressão, nesta não haveria problemas que colocassem o individuo em questionamento sobre si mesmo, assim todos se achariam suficientemente bons, o que seria uma mentira, e dessa forma o progresso não aconteceria. Agora imaginando uma sociedade sem compreensão: não há nada que o indivíduo possa usar como base para progredir pois todos se acham incapazes de sucesso.
Existe um equilíbrio que faz do bullying e do mobbing algo diferente do apenas prejudicial. Essa diferença é dada pela consciência de que ninguém é superior ou inferior à ninguém. Sabendo disso, o indivíduo não fica em nenhum dos extremos, enxerga o fato por dois lados, atingindo o equilíbrio que o previne de atitudes radicais, o que lhe permite a superação do problema.
O bullying é acontecimento natural entre crianças e adolescentes, que começam a notar as diferenças e defeitos de cada um, a conhecerem-se. Estão aplicando o que a sociedade ensina. Ao mesmo tempo, se ocorrer de forma saudável, ganham maturidade e aprendem a usar essas situações como meio de superação. Até que cheguem em situações parecidas no mundo adulto e as usem da mesma forma.
Tema: Planeta terra: uma questão de consciência?
A coletânea apresentava textos que discutiam o papel do homem na manutenção do planeta terra saudável ou não.
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Conscientização Interesseira.
O homem utilizou sua inteligencia para se adaptar ao planeta, construiu casas e roupas para se proteger do frio, aviões para voar e submarinos para ficar de baixo d’água. Isso gerou conseqüências para nós e o planeta, as quais conhecemos e sabemos suas razões de existência.
Mesmo a inteligência sendo uma característica natural do homem, ele não se adaptou ao nado como os peixes e nem ao vôo como as aves. Ele precisa usar utensílios materiais, através dos recursos que o planeta oferece, para que consiga superar as limitações de seu corpo. O problema desse processo é não criar ciclos naturais, causando desequilíbrios na natureza e, além disso, torna o homem dependente da existência desses recursos terrestres. Dessa forma, o homem pode ser comparado a um parasita, do qual o hospedeiro é o planeta. Como sintomas temos a escassez de materiais, extinção de vegetais e animais, poluição e outros desequilíbrios.
Mas, somos conhecedores desses problemas e suas causas. Através da ciência conseguimos perceber, prever e entender os resultados de nossos feitos. Assim, é possível que consigamos reverter males que criamos, achar uma cura. Porém, ao colocar a cura em prática, outra característica humana pode causar um empecilho: o interesse.
Quando a cura vai de encontro ao que queremos, temos dificuldade em abandonar nossos interesses para tornar a cura possível. Um caso exemplar, é o interesse dos EUA sobre manter toda a estrutura de base industrial mesmo sabendo os riscos do aquecimento global. Mudar as indústrias envolve interesses econômicos e, por conseguinte, muitos outros fatores que não interessam a uma hegemonia política perde-los. Mas, é uma questão de consciência priorizar mais o tratamento de um mal que afeta toda a humanidade do que um que afeta apenas parte dela.
O homem é então um parasita diferente pois ele sabe que pode matar o planeta Terra e, mais do que isso, tem a consciência de que precisa “parasitar” menos, a fim de que isso não aconteça. Mas, às vezes seus interesses atuais ficam em primeiro plano, ignorando a própria sobrevivência no futuro.
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Numa escala de 0 a 60 pontos. Essa redação valeria 40 pontos.
Se Atenas vencesse os jogos olímpicos nos tempos gregos, seria uma maneira dos atenienses demonstrar a sua superioridade, não apenas nos jogos, sobre as outras cidades-estado. Hoje, se um país vence o Pan-Americano, sua vitória não é prova de superioridade sobre os outros.
Ao compararmos o ranking de IDH dos países e o ranking total de todos os jogos Pan-Americanos, notamos que a ordem não mantém. Considerando os cinco primeiros colocados do PAN, em ordem: EUA, Cuba, Canadá, Argentina e Brasil, e comparando a colocação no ranking do IDH desses mesmos países, percebemos que o Canadá, possuidor do maior IDH, aparece apenas na terceira colocação e que Cuba, com o segundo pior IDH (52º lugar, enquanto Brasil está em 63º), fica com a segunda colocação.
É bem previsível que os EUA, sendo a maior potência mundial, estaria como líder absoluto da competição. Mas pela imagem que temos de Cuba, é uma surpresa vê-la com tamanho destaque. Imaginamos que os atletas cubanos têm mais dificuldades a superar que os atletas brasileiros. Porém a verdade é outra. Apesar dos muitos problemas, Cuba investe muito no esporte. Assim como os EUA, ambos os países têm sistemas parecidos que envolvem escola e esporte.
Já o Canadá nos faz pensar sobre porque a segunda maior potência americana não se destaca como tal nos jogos. Existem fatores como clima e torcida do local do evento, que analisando os quadros de medalhas de cada Pan que já ocorreu, desde 1951, notamos que pode ser um fator real de diferenciação. Além desses, uma população numerosa, um povo determinado e, mais do que tudo, os esportes que são reconhecidos pelo evento também fazem diferença. Certamente o Canadá ficaria em melhor posição no ranking se houvessem esportes de neve no Pan-Americano.
O quadro de medalhas no Pan-Americano nos mostra apenas o quanto cada país investe nos esportes que são reconhecidos pelo evento. Algumas vezes ele pode significar uma melhor qualidade de vida nos países em melhores posições no ranking dos jogos, mas não é uma verdade absoluta.
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Dica de Blog: http://averdadedopan2007.blogspot.com/
E uma pergunta que deixo no ar: Podemos pensar que o destaque de Cuba nos jogos é uma maneira de Cuba mostrar que é tão boa quanto os EUA?
Sempre tive dificuldade em encontrar argumentos para convencer uma pessoa a estudar mais. Existem alguns fáceis de se pensar, mas são pouco eficazes. Aqueles mais eficientes e mais difíceis de achar estão onde acerta o íntimo do alvo, é o que vai faze-lo ceder por despertar a vontade interior e não ceder pela pressão exterior.
No plano social fica claro que quanto mais estudado melhor. Alguém que não dá atenção à política produz analfabetismo, moradores de rua, drogas, prostituição e etc… E ainda, descendo um pouco mais para o plano individual, aquele que tiver os melhores estudos é o que mais se destaca na área de trabalho, de certa forma é com esse fim que somos introduzidos ao estudo, afinal é uma sociedade burguesa. Mas isso muita gente já sabe e mesmo assim não muda o hábito de não estudar. O buraco fica mesmo é mais embaixo.
No plano íntimo a questão fica pessoal. A sabedoria nos traz o conhecimento das coisas ruins que existem por aí, questiona vários princípios que as vezes são as bases de nossa vida, tornando a realidade difícil. Disso vem a frase “ignorância traz felicidade”, e se é feliz assim, não há por que mudar. Além disso existe a filosofia Alberto Caeiro: muita informação é exagero, quanto mais simplicidade fazermos das coisas mais estamos perto da verdade e felicidade. Mas é bem verdade que, por outro lado, quanto mais estudamos mais temos vontade de estudar, quanto mais dúvidas tiramos mais dúvidas aparecem para atiçar a nossa curiosidade, e o sentimento da descoberta de como as coisas funcionam torna-se maravilhoso.
Certamente um texto como esse não vai despertar o íntimo de ninguém a correr atrás de saber mais pois não é nenhum pouco atrativo àqueles que não têm o hábito de leitura. Existem formas bem melhores de se fazer isso e “O mundo de Beakman”, por exemplo, faz isso muito bem, despertando a curiosidade e tornando a coisa divertida. Todas as escolas deveriam fazer algo parecido, principalmente para as crianças. Cabe a nós esse tipo de iniciativa. Uma sociedade inteira nadando num mar de informações seria muito interessante.
Veja ainda: Ler devia ser proibido , incentivando ciência nas crianças, replicação do HIV e Sódio + água
Dica de blog: saberebomdemais.com
(Buenos Aires tem mais bibliotecas que o Brasil inteiro.)
Vieram os livros, os jornais, o rádio, a TV e a internet. E agora o que virá? Como cada novo meio de comunicação traz algo do meio anterior e oferece algo novo, certamente o que está por vir estará, e muito, relacionado com a internet. Existem inúmeras hipóteses sobre isso, umas mais utópicas, outras menos, mas as que mais rodam por aí é a respeito sobre a evolução da internet e da mídia digital e ao Google dominando o mundo.
Sendo que a internet tem o caráter de eliminar facilmente qualquer fronteira, já que te coloca no lugar mais distante do mundo em um tempo muito curto, podemos pensar que ela é capaz de gerar a globalização. Sua evolução está diretamente ligada a isso, quanto maior for a influência dela mais forte será a rede que une o mundo todo, assim a tendência é de que no futuro estaremos imersos numa imensa rede interligada entre lugares e pessoas. Além disso, quanto maior for a expansão da internet mais ela precisará de mídias digitais que a leve mundo afora, assim se dá a evolução lado a lado da internet e das mídias digitais.
Notar essa expansão não é difícil, temos muitas evidências, como por exemplo esta: Os arquivos Mp3 têm reinado e as vendas de CD’s cairam muito. O mesmo acontece com os filmes. Seria justamente essa uma das previsões: o desaparecimento, ou quase, de mídias materiais, através da digitalização de todos os meios. As músicas e os filmes seriam adquiridos por download pago e os downloads ilegais punidos como crime sério. Jornais e revistas se tornariam online e a evolução dos blogs traria contribuição nisso, fazendo que qualquer um seja ao mesmo tempo produtor e consumidor de informações.
Alguns sites, hoje já famosos, se tornarão verdadeiros acervos e quem sabe indispensáveis. O Flickr e o Youtube terão o maior reservatório de fotos e vídeos, respectivamente, do mundo. Wikipedia será a enciclopédia mais completa já existente. O Second Life por sua vez torna a vida virtual cada vez mais real. O Nintendo Wii, ao criar um novo jeito de jogar, foi o que abriu a maior das portas nesse meio. Sites de compra, como o Amazon, crescem cada vez mais, assim como aqueles que são fontes de informações, como o Google news, CNN, Yahoo!, Blogger, WordPress, etc…
No futuro, a “era da informação” se torna ainda mais intensa do que já é: os chamados PodCasts se tornam popular quando chegam aos celulares, que já têm mp3 e fotografia e vídeo digital, permitindo que cada usuário receba informações em texto, imagem e/ou áudio, de uma fonte oficial ou de qualquer outro usuário, formando uma grande rede.
Ter o domínio sobre as informações e sobre a edição e divulgação destas é ter poder político e econômico. Este é o motivo do mundo estar de olho no Google. No início apenas um inteligente site de busca, depois tem o Orkut, o Google news, o Google maps, o Gmail e o Youtube. Especulações o colocam como uma das maiores empresas desse novo mundo, lado a lado com a Microsoft e Amazon, e questionam a possibilidade de uma junção entre elas e o então surgimento de um monopólio da informação.
O uso político por meio da internet já é existente e crescente. Os alunos que ocupavam a reitoria da USP usaram o youtube para produzirem o Jornal da Ocupação, que nunca seria transmitido na mídia na TV. Também via youtube, a RCTV faz transmissão e acontece debate entre internautas e políticos dos EUA. Cair na rede é cair na boca no povo.
Pra finalizar, sugestão dos dois vídeos que deram origem a esse post: Prometeus – The Media Revolution e Museum of media history.
Acontece que estou ansioso pra ver como isso vai ser, espero que o mundo não acabe antes.
Tema: A TV emburrece?
Devido a imprecisão da pergunta “a TV emburrece?”, antes de tentar qualquer resposta é necessário primeiro definir o que é “emburrecer”: pode ser deixar “burro”, ou seja, a TV diminuiria a inteligência do individuo, pode significar a alienação deste, ou ainda a submissão do telespectador aos comportamentos e às idéias transmitidos na TV.
Certamente o TV não tem o poder de destruir neurônios com as imagens e sons que fornece, isso é fisicamente impossível. Mas a TV tem o poder de acomodação. Ao escolher o conteúdo de sua programação, pode optar por informações complexas ou não, adquirindo um caráter mais informativo ou de lazer. Depois de escolhido o tipo de conteúdo ela agora precisa transmiti-lo e o pode fazer de modo mastigado ou não. Quanto mais simples for a mensagem final que ela passará mais ela ficará parecida com uma calculadora: acomodando os indivíduos e os desacostumando a pensar por conta própria.
Quanto a influência do conteúdo sobre as pessoas, é um assunto que preocupa muita gente, inclusive os estudantes e atuantes na área de comunicação (talvez os mais preocupados). Esse questionamento surgiu dessas pessoas depois de uma análise pós Segunda Guerra mundial sobre as propagandas que estimulavam os jovens a ingressarem no exército, pois estas deram certo e isso causou a preocupação sobre a influência da mídia nas massas, tanto por interesses em dominar essa técnica, tanto por peso na consciência devido ao sucesso das propagandas pró-guerra. É desse modo que surge a ciência chamada Teoria da Comunicação, que inicialmente falava que mídia manipula, depois que persuade e atualmente fala sobre influenciar. A TV então provoca a tendência sobre quem a assistir de seguir os comportamentos e pensamentos que ela passa, mas não significa que a pessoa o fará.
Portanto, se a TV “emburrece”, depende. Biologicamente falando ela não é capaz de diminuir a inteligência de alguém. Sabemos que é capaz de fazer com que ela pense por você, ou seja, de alienar. E ainda que, se não tivermos senso critico, ela pode nos guiar à padrões comportamentais.
Contar piada é fácil, escrever uma também, quero ver alguém fazer rir através de fotos como Elliot Erwitt faz.
Erwitt tem em suas fotografias um caráter humorístico, fotografou as coisas belas do cotidiano, quem já assistiu “O fabuloso destino de Amélie Poulain” sabe do que estou falando. Fotografou ainda as relações do homem com si mesmo e com os animais, em especial os cachorros. Fez poesia com imagens. Registrou alguns fatos históricos, como fazendo uma denúncia de leve. Viajou o mundo todo, inclusive Brasil, conquistando um portfólio invejável. Tem fotos de celebridades, bumbums e crianças.
Nascido na França, filho de pais russos, foi criado na Itália mas se considera americano, vive em Nova Iorque. Já fez também produções de video e peças publicitárias, mas seu destaque mesmo é na fotografia. Clique no link do site ou na imagem para conhecer a arte de Erwitt. Vale a pena.
Está circulando no senado uma proposta para haver um plebiscito sobre a legalização ou não do aborto. À primeira vista é um projeto bem legal, nada melhor que a opinião do povo para tomar um decisão delicada como essas. Mas o que será que o povo pensa?
Quem é contra vai argumentar que é injusto matar alguém que não escolheu nascer e que existem métodos anti-concepcionais para evitar que isto aconteça. Dirão que é preferível uma criança com fome que uma criança morta e que é tarefa do estado garantir que todos tenham uma vida, no mínimo, digna. A possibilidade de adoção deve ser lembrada.
Aqueles que são favoráveis à legalização do aborto protestarão contra os problemas de adoção e contra as clínicas clandestinas e as receitas de aborto (facilmente encontradas internet) as quais colocam em risco a vida da mãe e podem dar errado, resultando num bebê com deformações. Alguns dizem que é o direito da mulher sobre o próprio corpo. Contestam a justiça que há no fato das mulheres serem obrigadas pelo estado a terem um filho que não querem ter. A questão social também é importante, afinal existe um grande possibilidade do bebê indesejado se concretizar um filho não amado e/ou com condições de vida saudável quase nulas.
Quem não é nem um nem outro vai defender que em casos específicos o aborto pode ser legalizado, como no caso do Brasil onde estupro e gravidez de risco de vida para mãe e feto são razões legais para aborto. Existe ainda o debate sobre outras anormalidades dos fetos.
E piora ainda mais. Soma-se a isso o tudo o fato do Brasil ser católico, o que acarreta culturalmente uma oposição ao aborto e politicamente uma relação amigável do estado com a igreja católica. E além desse porém existe a discussão biológica: a partir de que momento podemos considerar que existe a vida? a partir da fecundação do óvulo ou então com 3 ou 6 meses de gestação?
Para um tema polêmico como esse é difícil acreditar que um plebiscito é uma boa saída. A população não tem uma opinião sólida sobre esse assunto. Seria necessário a apresentação de debates na rede Globo de televisão antes do plebiscito e mesmo assim não seria seguro, pois num debate ganha quem fala melhor, e não é o caso de uma decisão séria e delicada como esta, ela exige muitos questionamentos e muito tempo para se decidir.
Semana passada vi uma reportagem sobre prostitutas que estão organizando uma manifestação na Itália. Aconteceu que baixou uma lei que multa os clientes de prostituição e também as pessoas que se vestirem do modo a, segundo eles, ofender a decência pública.
Me ocorreu que é isso o que falta no povo brasileiro. Mesmo a líder sendo brasileira, não temos uma manifestação de caráter político nacional, se não me engano, desde a passeata da União Nacional dos Estudantes (UNE) durante o período da ditadura. Não houve nem sequer reação ao maior escândalo de corrupção do país. Acho que os únicos movimentos que ocorrem e com muita força são o MST e a passeata anual do movimento gay sobre a avenida paulista, mas esta sem caráter político.
A pergunta que fica é: de onde vem esse comodismo do povo brasileiro? Seria o “jeitinho brasileiro” que faz com que cada brasileiro tente se dar bem em pequenas coisas, não havendo assim uma consciência política e coletiva? Seria por culpa dos baixíssimos investimentos em educação? A TV teria contribuição nisso? Ou então razões históricas? Será que é preciso uma situação de caos para nos despertar?
Uma coisa é certa: pior do que uma briga de beleza na câmara, é achar isso uma coisa normal.
Atenção potencial consumidor de câmeras fotográficas digitais, megapixels não são sinônimos de qualidade. Embora muitas câmeras, marcas e revendedores usem essa informação como diferencial entre as máquinas, o maior número de megapixels não significa, necessariamente uma melhor opção de compra.
Megapixel (MP) é o número de pixels medido em milhão. Assim, 3 MP são três milhões de pixels. Os pixels por sua vez são a unidade básica de toda imagem digital, são eles aqueles pontinhos que juntos dão a ilusão de uma imagem. Na figura abaixo, ampliada algumas vezes, conseguimos visualizar os pixels que formam a imagem original.
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Então mais megapixels significa mais pixels e então uma foto com mais resolução? Não exatamente. O significado de resolução se relaciona com a medida dpi (dots per inch), que é o numero de pixels por polegada. Quanto maior a dpi mais resolução há, e melhor a qualidade da imagem é. Por exemplo, a resolução de uma qualidade profissional é no mínimo 300 dpi, o que siginifica que a cada polegada da imagem impressa existiam 300 pixels na imagem virtual. Então uma imagem com resolução boa e com o tamanho de uma polegada tem 300 pixels, mas podemos ter uma imagem medindo também uma polegada com apenas 72 pixels, o que seria uma qualidade baixa.
A resolução das cameras digitais normalmente é 72dpi e infelizmente as marcas não informam quanta dpi suas máquinas fornecem. Assim, você pode ter uma câmera com muitos megapixels e conseguir com isso imagem grande mas sem resolução suficientemente boa para o tamanho original dela.
Para a escolha de uma camera uma boa deve-se ver as funções que ela apresenta, como por exemplo, se tem modo manual e automático, se existe controle de luminosidade, controle de ISO, balanço de cores e etc… Quanto aos megapixels, é preciso ter uma atenção sobre eles com base na finalidade das suas fotos. A Nikon D1, por exemplo, é uma câmera profissional que custa em torno de dez mil reais e tem apenas 2,6MP pois ela é feita para fotojornalismo, área em que a resolução alta não é um quesito muito necessário.
Hoje recomenda-se no mínimo 3MP, o que é mais do que suficiente para fotos no tamanho convencial (10×15), mas para que exista uma margem de segurança caso você deseje ampliar alguma foto que gostou mais ou fazer alguma edição.
O etnocentrismo é um conceito criado para expressar o sentimento de que o grupo a qual pertencemos é o mais correto. O ato etnocêntrico acontece quando nós criticamos grupos diferentes do nosso baseando a crítica com valores de nosso próprio grupo, o que torna o grupo do outro estranho, errado, engraçado e etc…
Por exemplo, o que diria um índio ao ver um arco e flecha na parede de um colecionador? Afinal, aquilo é um instrumento de caça e não um objeto decorativo. O mesmo é válido para nós: o que pensaríamos se víssemos uma tribo cultuando um objeto luminoso e musical, mais conhecido entre nós como celular? Afinal ele não é nenhum Deus, é apenas um aparelho de comunicação. Ser etnocêntrico é julgar a cultura do outro com valores da sua cultura.
A escravidão, o Nazismo, a colonização e o “levar a civilização” para outros povos foram acontecimentos etnocêntricos, assim como o atual caso Richard Gere: a Índia ordenou a prisão do ator por considerar um beijo que ele deu em outra atriz um ato obsceno. Na verdade, o etnocentrismo é um dos fatos humanos mais corriqueiros. Ele está profundamente relacionado com preconceitos, esteriótipos e até mesmo ao conceito de gestalt.
É um fato que, ou com um pouco de estudo ou através de experiências adquiridas durante a vida, nós podemos perceber sem muita dificuldade. Mas mesmo assim o mundo não parece ter percebido, caso contrário haveria respeito e este mundo seria bem melhor do que ele é.
Obs.: Existe um texto chamado “Os ritos corporais dos Nacirema” que desenvolve essa questão e vale a pena de ser lido. Ele está anexado neste post pra que você possa fazer o download. É importante que você o leia desconfiado para pegar o macete do texto. Se não descobrir nada, pergunte que eu lhe conto qual é o segredinho.
A grande divulgação do jornal JÁ, na TV e outdoors, já tinha me chamado atenção. Mas foi no centro da cidade que, depois de me deparar com cinco moças vendendo o jornal na rua por apenas 50 centavos, eu me rendi.
O jornal é uma espécie de Notícias Populares versão light. Pra quem não sabe, o Notícias Populares (NP) foi um jornal muito famoso de São Paulo, criado em 1963 e extinto em 2002. Ele era focado para a camada popular e por isso abordava temas como violência, sexualidade, futebol e celebridades, além de basear suas matérias em cima de sensacionalismo e matérias com textos curtíssimos e muitas fotos e gravuras.
A diferença entre os dois é que o JÁ se for espremido não escorre sangue e quase não têm matérias sensacionalistas e que explorem tragédias, exceto: “Tragédia no banheiro da câmara; assessor encontrado com um corte na garganta e uma faca no peito”, o que é bem mais leve que “A morte não usa calcinha”, divulgado numa das edições do NP, estampando junto com a manchete a foto de uma mulher nua morta. A mesma leveza do JÁ também acontece quanto a exposição de mulheres semi-nuas, aparece uma na capa e outra na previsão do tempo. No NP, porém, havia reportagens que giravam em torno do apelo sexual.
É interessante observar que os dois jornais nasceram num contexto de agitação política. Coincidência ou não, intenção ou não, é uma atitude astuta para este tipo de jornal. O público alvo irá compra-lo por atração de assuntos que fogem de política e da complexidade da informação, por assuntos que o entretem e por algo que se identifique. As matérias do JÁ que abordam casos reais de superação na vida se encaixam nesse conteúdo atrativo contextualizado no momento de crise política.
Desde que a informação começou a ser comercializada, começaram a surgir especializações sobre o que as pessoas queriam saber e assim surgiu uma diversidade grande de impressos especializados em política, música, esportes, celebridades, fofocas, culinária e etc… O Notícias Populares foi um bom exemplo de que esse negócio dá certo, e o jornal JÁ vem seguindo o mesmo caminho, veremos se ele terá sucesso ou não.

