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Sorria, você está sendo governado.

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), segura um fuzil belga ao participar de homenagem ao 3º Batalhão do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE), nesta terça- feira, na Vila Maria, zona norte da capital. Além da homenagem ao grupo que atuou no seqüestro da família de Campinas, o mais longo ocorrido no Estado, foram realizadas simulações de ocorrências envolvendo bombas e reféns. 15/05/2007
Foto: VIVI ZANATTA/AGÊNCIA ESTADO/AE

Vieram os livros, os jornais, o rádio, a TV e a internet. E agora o que virá? Como cada novo meio de comunicação traz algo do meio anterior e oferece algo novo, certamente o que está por vir estará, e muito, relacionado com a internet. Existem inúmeras hipóteses sobre isso, umas mais utópicas, outras menos, mas as que mais rodam por aí é a respeito sobre a evolução da internet e da mídia digital e ao Google dominando o mundo.

Sendo que a internet tem o caráter de eliminar facilmente qualquer fronteira, já que te coloca no lugar mais distante do mundo em um tempo muito curto, podemos pensar que ela é capaz de gerar a globalização. Sua evolução está diretamente ligada a isso, quanto maior for a influência dela mais forte será a rede que une o mundo todo, assim a tendência é de que no futuro estaremos imersos numa imensa rede interligada entre lugares e pessoas. Além disso, quanto maior for a expansão da internet mais ela precisará de mídias digitais que a leve mundo afora, assim se dá a evolução lado a lado da internet e das mídias digitais.

Notar essa expansão não é difícil, temos muitas evidências, como por exemplo esta: Os arquivos Mp3 têm reinado e as vendas de CD’s cairam muito. O mesmo acontece com os filmes. Seria justamente essa uma das previsões: o desaparecimento, ou quase, de mídias materiais, através da digitalização de todos os meios. As músicas e os filmes seriam adquiridos por download pago e os downloads ilegais punidos como crime sério. Jornais e revistas se tornariam online e a evolução dos blogs traria contribuição nisso, fazendo que qualquer um seja ao mesmo tempo produtor e consumidor de informações.

Alguns sites, hoje já famosos, se tornarão verdadeiros acervos e quem sabe indispensáveis. O Flickr e o Youtube terão o maior reservatório de fotos e vídeos, respectivamente, do mundo. Wikipedia será a enciclopédia mais completa já existente. O Second Life por sua vez torna a vida virtual cada vez mais real. O Nintendo Wii, ao criar um novo jeito de jogar, foi o que abriu a maior das portas nesse meio. Sites de compra, como o Amazon, crescem cada vez mais, assim como aqueles que são fontes de informações, como o Google news, CNN, Yahoo!, Blogger, WordPress, etc…

No futuro, a “era da informação” se torna ainda mais intensa do que já é: os chamados PodCasts se tornam popular quando chegam aos celulares, que já têm mp3 e fotografia e vídeo digital, permitindo que cada usuário receba informações em texto, imagem e/ou áudio, de uma fonte oficial ou de qualquer outro usuário, formando uma grande rede.

Ter o domínio sobre as informações e sobre a edição e divulgação destas é ter poder político e econômico. Este é o motivo do mundo estar de olho no Google. No início apenas um inteligente site de busca, depois tem o Orkut, o Google news, o Google maps, o Gmail e o Youtube. Especulações o colocam como uma das maiores empresas desse novo mundo, lado a lado com a Microsoft e Amazon, e questionam a possibilidade de uma junção entre elas e o então surgimento de um monopólio da informação.

O uso político por meio da internet já é existente e crescente. Os alunos que ocupavam a reitoria da USP usaram o youtube para produzirem o Jornal da Ocupação, que nunca seria transmitido na mídia na TV. Também via youtube, a RCTV faz transmissão e acontece debate entre internautas e políticos dos EUA. Cair na rede é cair na boca no povo.

Pra finalizar, sugestão dos dois vídeos que deram origem a esse post: Prometeus – The Media Revolution e Museum of media history.

Acontece que estou ansioso pra ver como isso vai ser, espero que o mundo não acabe antes.

Nos últimos anos o número de aparelhos MP3 Players aumentou assustadoramente. A causa disso, os preços, que caíram vertiginosamente. Junto com esses aparelhos de música (muito mais portáteis e customizáveis que os seus avós, walkman, ou seus pais, disk-man) nasce uma preocupação muito grande com a saúde das pessoas que fazem seu uso por horas a fio, preocupação esta anteriormente atenuada pelo menor tempo de duração de uma pilha em um diskman, ou a duração das mídias antigas (2 horas para fita K-7 e 80 minutos por CD).

Todos provavelmente já devem ter se deparado com alguém no ônibus, na rua, na escola, escutando música com fones de ouvido em um volume tão alto que até você conseguia ouvir a música do dito cujo. Se você é uma dessas pessoas, eu lhe pergunto, pra que ouvir tão alto? Música alta é algo prazeroso, eu concordo, mas exageros têm preço.

Um sintoma de que algo não vai bem com seus ouvidos (além de zumbidos) é a dificuldade de se entender o que as pessoas falam, ou não ficar satisfeito com o volume de uma música mesmo já estando em um volume alto. As freqüências que captam os sons agudos (de 3 a 6 KHz) são mais frágeis. Por isso, em geral, a perda de audição afeta primeiro a percepção dos agudos. Se alguém ouve perfeitamente o bumbo da bateria mas acha que o som dos pratos está meio abafado, isso pode ser um indício de perda de sensibilidade.

Um fator que favorece níveis sonoros perigosos é o ruído ambiental. Um exemplo clássico é escutar música com fones de ouvido dentro de um ônibus. Uma maneira de se disciplinar é em um lugar sem ruídos seu MP3 Player a um volume suficiente para se escutar a música (sem excessos). Quando você for a um lugar mais ruidoso, deve se conter a não aumentar o volume.

Outra alternativa seria o uso de fones intra-auriculares (in-ear) . Eles têm um sistema de bloqueios de sons externos, pois parte desses fones ficam alocados dentro do seu canal auditivo. Além de inúmeras outras qualidades encontradas nesses tipos de fone de ouvido. Infelizmente aqui no Brasil não encontramos estes facilmente nas lojas, nos restando garimpar em lojas especializadas ou comprar pela internet. A foto ao lado se refere a um fone intra-auricular, perceba a parte de espuma do fone, que se insere dentro do canal auditivo do usuário, o isolando de ruídos externos. Esse modelo ( Koss – The Plug ) custa em média US$15,00.

A partir dos 85dB, a cada 3dB adicional, tira-se pela metade o tempo de exposição saudável. Partindo-se de 8 horas com 85dB, você pode calcular o quão poderá ser prejudicial o uso em volumes maiores ( 4 horas para 88dB; 2 horas para 91dB, etc).

Vários músicos já deram seus depoimentos sobre traumas permanentes em seus aparelhos auditivos, como: Eric Clapton, Phill Collins, Rogério Flausino (já perdeu 30% da audição do ouvido direito) entre outros…

Tema: A TV emburrece?

Devido a imprecisão da pergunta “a TV emburrece?”, antes de tentar qualquer resposta é necessário primeiro definir o que é “emburrecer”: pode ser deixar “burro”, ou seja, a TV diminuiria a inteligência do individuo, pode significar a alienação deste, ou ainda a submissão do telespectador aos comportamentos e às idéias transmitidos na TV.

Certamente o TV não tem o poder de destruir neurônios com as imagens e sons que fornece, isso é fisicamente impossível. Mas a TV tem o poder de acomodação. Ao escolher o conteúdo de sua programação, pode optar por informações complexas ou não, adquirindo um caráter mais informativo ou de lazer. Depois de escolhido o tipo de conteúdo ela agora precisa transmiti-lo e o pode fazer de modo mastigado ou não. Quanto mais simples for a mensagem final que ela passará mais ela ficará parecida com uma calculadora: acomodando os indivíduos e os desacostumando a pensar por conta própria.

Quanto a influência do conteúdo sobre as pessoas, é um assunto que preocupa muita gente, inclusive os estudantes e atuantes na área de comunicação (talvez os mais preocupados). Esse questionamento surgiu dessas pessoas depois de uma análise pós Segunda Guerra mundial sobre as propagandas que estimulavam os jovens a ingressarem no exército, pois estas deram certo e isso causou a preocupação sobre a influência da mídia nas massas, tanto por interesses em dominar essa técnica, tanto por peso na consciência devido ao sucesso das propagandas pró-guerra. É desse modo que surge a ciência chamada Teoria da Comunicação, que inicialmente falava que mídia manipula, depois que persuade e atualmente fala sobre influenciar. A TV então provoca a tendência sobre quem a assistir de seguir os comportamentos e pensamentos que ela passa, mas não significa que a pessoa o fará.

Portanto, se a TV “emburrece”, depende. Biologicamente falando ela não é capaz de diminuir a inteligência de alguém. Sabemos que é capaz de fazer com que ela pense por você, ou seja, de alienar. E ainda que, se não tivermos senso critico, ela pode nos guiar à padrões comportamentais.

elliott-erwitt.jpg

Contar piada é fácil, escrever uma também, quero ver alguém fazer rir através de fotos como Elliot Erwitt faz.

Erwitt tem em suas fotografias um caráter humorístico, fotografou as coisas belas do cotidiano, quem já assistiu “O fabuloso destino de Amélie Poulain” sabe do que estou falando. Fotografou ainda as relações do homem com si mesmo e com os animais, em especial os cachorros. Fez poesia com imagens. Registrou alguns fatos históricos, como fazendo uma denúncia de leve. Viajou o mundo todo, inclusive Brasil, conquistando um portfólio invejável. Tem fotos de celebridades, bumbums e crianças.

Nascido na França, filho de pais russos, foi criado na Itália mas se considera americano, vive em Nova Iorque. Já fez também produções de video e peças publicitárias, mas seu destaque mesmo é na fotografia. Clique no link do site ou na imagem para conhecer a arte de Erwitt. Vale a pena.

www.elliotterwitt.com

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