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Infelizmente a vida de muitos é regida pela eterna busca pelo presente perfeito. Mas este (presente), eterno passado, que nos acorrenteia a nossa própria efemeridade existencial, nos remete irracionalmente a nunca aproveitarmos realmente o que há de valioso na vida.
Não estou aqui para dizer o que é aproveitar a vida ou como fazê-la. Ninguém tem esse direito (muitos morrem sem saber realmente se o que fizeram aqui valeu mesmo a pena, mesmo sem se desgastarem pelas questões: De onde vim, pra onde irei ?) , ninguém.
Embora não estejamos aqui para palpitar na vida de ninguém, podemos (devemos) refletir sobre as nossas próprias, a fim de encontrarmos em nós mesmo aquele maior ser imperfeito que nos compõe, nossas falhas, nossos ‘pulos vitais’.
Não podemos admitir ser a vida uma quase vida.
isto aqui não é um texto de auto ajuda, nem quero ajudar ninguém que não peça ajuda (muito além disso, eu não estou aqui pra ajudar as pessoas, deixemos isso claro, para que o texto seja interpretado de maneira mais desumana, porém mais real. O mundo dos homens é desumano, o homem embora seja o animal no topo de todas as cadeias alimentares, pulou a etapa evolutiva de se conviver harmoniosamente com o meio ambiente e em sociedade).
O ponto é, vivendo da maneira que for, tem-se dar o devido valor a sua existência. Quando você deixa de aproveitar um segundo sequer, não aplicando o máximo de seu empenho nos detalhes que compõe o seu dia, a sua fala, você deixa de viver. Viver não é só assistir um filme, viver é fazer um filme.
Corrijam-me se este quase escritor estiver errado, existe alguém perfeito aqui ? Logicamente somos delineados por nossas virtudes e principalmente defeitos (como disse acima), mas nem por isso somos eternos errantes. Em alguma hora temos que, mesmo não nos aperfeiçoando em todos os caminhares da vida, ter consciência de que cada minuto conta.
O que faria José se pelo terceiro mês consecutivo ele quase tivesse o dinheiro para pagar a escola de seu filho ? O que seria de Lisa se o médico lhe dissesse que após 8 anos de tratamento médico ela quase se curou de ficar cega para sempre ?
Não somos donos do mundo, nem senhores do tempo. Mas somos o viajante do barco e escolhemos pra onde olhamos e por onde navegamos (e nem por isso somos donos do mar). Não deixe sua vida ser uma quase vida. Não deixe de agir ao máximo.
O que é passado nunca foi futuro; controlamos nosso presente. Não é um texto que diz não ser de auto ajuda o que irá mudar a vida de alguém, por que não vai. Isto é uma reflexão do que acontece no mundo a fora. Agora você não é o que não aconteceu, e sim o irá acontecer feito por você. O que quase aconteceu, não foi por que você quase o fez, mas por que você não fez.
