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– Proposta Temática: O novo milênio chegou e, com ele, todas as conquistas e conflitos herdados dos anteriores. Por exemplo, neste momento, uma entre muitas situações conflitantes se evidencia: a desigualdade entre os sexos. No mundo ocidental, na maioria dos lugares, as mulheres fazem cair uma a uma as barreiras da discriminação. Já no Oriente, em não poucos lugares, elas sequer têm acesso à palavra escrita.
- Tema: “A igualdade entre homem e a mulheres: realidade ou utopia ?”
Realidade Utópica
Discorrer sobre o cenário do homem e da mulher como agentes passivos e ativos nas sociedades passadas e presentes não uma tarefa fácil. Nosso mundo é um emaranhado de culturas distintas e complexas, que se cruzam e muitas vezes interferem umas nas outras, causando mudanças e choques culturais.
Antes de julgarmos a existência ou não de maior igualdade e liberdade dos papéis masculinos e femininos em um contexto definido, devemos ter uma visão pluralista do que ocorre ou ocorria nas civilizações antigas e contemporâneas.
Quando os colonizadores europeus começaram a escravizar os indígenas que viviam na América, ficaram muito decepcionados com o rendimento do trabalho dos mesmos em relação à agricultura. Naquele momento estava em andamento um desrespeito duplo sobre a cultura indígena. Obviamente que o ato de se escravizar uma outra população era o maior deles, mas o segundo choque cultural é o que devemos dar ênfase agora. Os índios homens eram os encarregados da caça e pesca, enquanto que as mulheres se detinham às atividades de agricultura e artesanato. Divisão essa impensável na visão alienada do colonizador europeu, vindo de uma cultura feudal em que o homem cuidava dos afazeres mais braçais e a mulher ficava cuidando das atividades domésticas.
Não podemos ignorar a existência de singularidades físicas e psicológicas entre os dois gêneros. A Federação Paulista de Futebol proibiu há alguns meses o exercício da atividade de juíza profissional da primeira divisão por mulheres. Com base em estudos científicos foi provada a menor resistência física da mulher comparada ao homem. Mesmo em sociedades ditas como igüalitárias, não podemos deixar de levar em consideração os papéis inatos do homem e da mulher na geração de seus filhos. Cabe à mulher o papel de carregar o filho por durante 9 meses em sua barriga. Devido a esse aspecto inerente a mulher, dado a mesma vai concorrer a uma vaga de trabalho contra um homem, a possibilidade de ela ter filhos futuramente pesa negativamente no processo de seleção.
Se hoje o corpo feminino é cultuado como ícone de beleza, na Grécia antiga, o corpo masculino era tido como ideal perfeccionista. A Grécia nos faz lembrar de duas importantes Cidades-Estado, Esparta e Atenas, que atribuíam para homens e mulheres papéis distintos comparando uma sociedade a outra. Em Atenas, a mulher era submissa ao homem, não tendo voz ativa na sociedade, sendo apenas um objeto de prazer e detendo as funções de cuidar do lar. Já em Esparta, as mulheres recebiam melhor educação que os homem. Também tinham uma grande liberdade sexual, podendo ter relações sexuais com qualquer homem. Em tempos de guerra, elas que controlavam a cidade, devido a ausência da maioria dos homens.
Conclui-se que antes de nos posicionarmos em relação ao papel do homem e da mulher, deve-se ter respeito sobre a sociedade que estamos estudando. Mas quando se trata de uma sociedade tida como libertária e igualitária, como a sociedade capitalista, na qual vivemos, não presenciamos isso. O sistema não prove a educação necessária para zerar os casos de machismo e violência contra a mulher. nos países subdesenvolvidos, a inserção feminina no quadro político é muito baixo, quanto nos países desenvolvidos, na Finlândia elas ocupam 38% do Parlamento. Nos Estados Unidos da América, as mulheres corresponder a 41% do empresariado (de acordo com Rose Marie Muraro, membro fundadora do conselho Nacional dos Direitos da Mulher) . Não se pode levantar uma bandeira a qual não representa a verdade. É necessário que se tenha educação antes para que toda sociedade capitalista vivência a igualdade entre o homem e a mulher.
Nessa redação, foi utilizado como base para a mesma uma coletânea anexa a proposta de redação. O uso correto da coletânea se fez utilizando as idéias principais dos textos, incorporados a redação de maneira remodelada, atentendo ao contexto e a visão abordada pela dissertação.
Uma nota plausível para esse texto ( de 0 a 60 ) valeria aproximadamente 52,5.
- Adequação ao tema: 11,25
- Adequação do Tipo de Texto: 15
- Adequação ao Nível de Linguagem: 15
- Uso adequado de Coletânea: 11,25
Daremos início hoje a publicação de uma série de redações focadas para o vestibular. Junto delas seguirão uma crítica e análise a respeito. Eu prometo também publicar em breve uma listinha de palavras menos conhecidas e que não servem para só enfeitar o texto dando um falso teor de erudição. A expansão do nosso vocabulário é seguido de um maior conhecimento de nossa própria língua, cultura e principalmente, como todas as outras palavras, nos servem muitas vezes como ferramentas únicas para uma melhor descrição do que queremos passar para o leitor.
felicidade não se mede com os dedos,
não se conta em dinheiro,
nem se alcança com os dias.
felicidade se mede com as lágrimas,
se conta com os momentos,
se alcança com as amizades.
Fernando Gripe – Hugo Chinaglia
07/09/2005
A grande divulgação do jornal JÁ, na TV e outdoors, já tinha me chamado atenção. Mas foi no centro da cidade que, depois de me deparar com cinco moças vendendo o jornal na rua por apenas 50 centavos, eu me rendi.
O jornal é uma espécie de Notícias Populares versão light. Pra quem não sabe, o Notícias Populares (NP) foi um jornal muito famoso de São Paulo, criado em 1963 e extinto em 2002. Ele era focado para a camada popular e por isso abordava temas como violência, sexualidade, futebol e celebridades, além de basear suas matérias em cima de sensacionalismo e matérias com textos curtíssimos e muitas fotos e gravuras.
A diferença entre os dois é que o JÁ se for espremido não escorre sangue e quase não têm matérias sensacionalistas e que explorem tragédias, exceto: “Tragédia no banheiro da câmara; assessor encontrado com um corte na garganta e uma faca no peito”, o que é bem mais leve que “A morte não usa calcinha”, divulgado numa das edições do NP, estampando junto com a manchete a foto de uma mulher nua morta. A mesma leveza do JÁ também acontece quanto a exposição de mulheres semi-nuas, aparece uma na capa e outra na previsão do tempo. No NP, porém, havia reportagens que giravam em torno do apelo sexual.
É interessante observar que os dois jornais nasceram num contexto de agitação política. Coincidência ou não, intenção ou não, é uma atitude astuta para este tipo de jornal. O público alvo irá compra-lo por atração de assuntos que fogem de política e da complexidade da informação, por assuntos que o entretem e por algo que se identifique. As matérias do JÁ que abordam casos reais de superação na vida se encaixam nesse conteúdo atrativo contextualizado no momento de crise política.
Desde que a informação começou a ser comercializada, começaram a surgir especializações sobre o que as pessoas queriam saber e assim surgiu uma diversidade grande de impressos especializados em política, música, esportes, celebridades, fofocas, culinária e etc… O Notícias Populares foi um bom exemplo de que esse negócio dá certo, e o jornal JÁ vem seguindo o mesmo caminho, veremos se ele terá sucesso ou não.
